Desde criança eu sempre quis ser mãe, aos 12 fazia teatro e animação de festinhas, aos 14 cuidava de crianças aos 17 tive minha primeira turma como professora, aos 19 me formei no magistério, aos 22 cursei pedagogia.. ou seja, sempre estive ali, no universo materno/infantil e sempre estudei muito (muito mesmo) sobre o ato de maternar.

Minha trajetória no universo da humanização começou em 2004, quando pari Sophia, em um parto que me deixou por muito tempo sem entender os motivos de ser do jeito que foi, a amamentação também não foi da forma que eu acreditava que deveria ser, era solitário demais, pesado demais, sofrido demais..

Somente em 2012, gestando Celeste , foi que eu descobri o termo violência obstétrica e tudo se encaixou, decidi ali que essa seria a minha luta. 

Naquele ano me formei como Podologa pois queria entender mais sobre o corpo humano, cliniquei pouco,( meu negócio sempre foi a reflexologia podal )porém uso até hoje muitas das habilidades aprendidas.

Participei do documentário violência obstétrica a voz das Brasileiras e ali eu entendi que não havia mais como voltar, era isso que me movia, estar com mulheres e transformar o mundo..

Também em 2012 fundei a Útero de Pano, meu companheiro e eu decidimos que eu devia seguir meu coração com isso veio muita novidade, estudo, pesquisa e aos poucos estava totalmente imersa nisso que hoje eu sou hoje.

Em 2013, nascia Celeste.. Tive Sindrome de Hellp da noite para a madrugada e por isso ela nasceu de uma cesárea de emergência e vi que a informação é tudo, mesmo tendo muito dela me sentia novamente roubada..será que o que os médicos diziam era real? O puerpério foi punk, a amamentação foi louca e eu senti a importância da rede de apoio..
Também em 2013 participei pela primeira vez de uma palestra, para falar sobre os benefícios do Sling , da amamentação , da criação com apego e de lá pra diante nunca mais parei, foi aqui que tive meu primeiro contato com doulas e humanização do nascimento. 
Em 2014 comandei o “A hora do mamaço “ em Blumenau (assim como nos anos posteriores) criei o Maternaço  e o libertando a maternidade, estava totalmente imersa no puerpério e nunca mais larguei .

Em 2015 , toquei praticamente sozinha uma semana inteira sobre amamentação(em dois shoppings simultaneamente) e quase fiquei louca..decidi ali que nunca mais faria nada sem que tivesse ajuda real e meti o pé no freio.. em setembro me tornei Doula e me uni a muita gente bacana com vontade de fazer dar certo, entre idas e vindas, projetos que nasciam e eram adormecidos, grupos , equipes , militância.. A partir daqui estive em muitos eventos e conversas pró humanização do nascimento.

Em 2016 idealizei o Doulagem popular e gestei Raul, porém tive um aborto e esse processo me fez querer entender mais sobre como abraçar o luto.
2017 foi o ano dos eventos!! Ufaaaaa!! Era tanta roda de conversa, tanta vontade, tanto lugar novo...

Em 2018 eu entendi que podia repassar o que aprendi, que conseguia e queria retomar com muita força esse projeto lindo que é o Piracema e assim poderíamos fazer muito mais pelo futuro que sabemos ser possível.

Em 2019 , mergulhei fundo em mim e aprendi mais sobre saude mesntrual, yoni eggs, Medicina tradicional chinesa, massagem pré intra e pós parto, arte gestacional e placentaria e estou cheia de vontade, folego e certezas! Feminista e laico será o nosso caminho e tudo o que aparecer nele!

JERUSA DA SILVA HORACIO

Já dizia minha mãe: a mudança vem pelo amor ou pela dor e, ao contrário da maioria, meu despertar aconteceu depois da experiência mais intensa e, graças ao universo, positiva da minha vida: parir.

Enzo chegou pra me mostrar o quanto sou vulnerável, e o quanto o cuidado é necessário. Não que eu já não fosse cuidada, mas ser cuidada de forma absoluta, sem restrições, sem julgamentos.. Esse cuidado tive pouco contato, e foi de extrema relevância nesse meu processo de maternar.

Ser respeitada é o minimo que mercemos, e quando isso há o respeito num momento tão intenso quanto gestar e parir.. é "um divisor de águas", pois é quando estamos mais desnudas, em todo e qualquer sentido. Saber que nem todas, na verdade a maioria, das mulheres tem o respeito, que deveria ser mínimo, negado, é uma realidade assutadora, e isso me move na luta com, e por, mulheres.

Decidi que precisava espalhar, extravasar, esse sentimento lindo que me completava, e lutar por aquelas que não compartilhavam dele, era o meu chamado para me tornar doula.

Me formei como doula em 2017, quando Enzo tinha apenas 5 meses, e desde então meu principal objetivo era apoiar, acolher e informar mulheres, de que elas podem!

Doular é um desafio, são tantas histórias, tantas expectativas, e amparar todas requer doação de tempo e energia. Mas sou grata por cada historia que pude fazer parte, mesmo que brevemente, como em alguns casos.

Sentia que, mesmo entendendo a magnitude do meu trabalho, eu ainda podia mais, precisava chegar em quem precisava e não só em quem queria, afinal meu compromisso é com TODAS as mulheres! Hoje contribuo com rodas de conversas em dois AG da região, participei de alguns eventos da Hora do mamaço, contribui na criação do Maternaço, e sigo minha caminhada lutando para que as mulheres possam pari e exerçam sua maternidade da forma que lhes for mais conveniente, com apoio, com informação e, principalmente, sem julgamento.

Nessa minha caminhada encontrei a Jerusa, ser humano de luz, que ja fazia parte do Grupo Piracema, e juntas, estamos em processo de revitalizar o Piracema, um grupo que foi formado por mulheres fortes, e que hoje segue em nossas mãos, também fortes, com o mesmo objetivo: acolher e contribuir no processo de empoderamento de mulheres, em qualquer que seja o momento de suas vidas que estejam.

O ano de 2018 veio nos trazendo muitas idéias para nossa "revolução", o ano de 2019 veio nos trazendo as oportunidades de colocá-las em prática, juntas!

Engenheira de formação, atuou como professora por quase 25 anos,  é nas atividades com mulheres que se realiza.  Mãe, doula e instrutora de yoga para o parto, tem como missão estar ao lado das mulheres, levar informação de qualidade para elas, para que, com autonomia, possam construir a caminhada em busca do parto respeitoso e a maternidade amorosa. Participa e atua em workshops, palestras e encontros de gestantes, puérperas e lactantes, sempre com o propósito de apoiar a escolha consciente das mulheres.

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